Fechamento mensal · Auditoria fiscal

O erro cabe em quatro dígitos.

Um NCM trocado no cadastro faz a empresa pagar imposto que não deve, todo mês, sem ninguém perceber. Nós lemos o banco de dados do seu sistema, encontramos o que está errado, dizemos quanto custa em reais e acompanhamos a correção até o fim.

Cadastro lido
4.128
produtos, direto do banco de dados
Divergências
1.074
itens com tributação incorreta
Devolvido ao caixa
R$ 29.023
por ano, já descontado o que a contabilidade já excluía
Rotina
Todo mês
o ciclo completo conduzido pelo nosso time
Empresa e números fictícios, criados para esta demonstração. O método é o real.

O caso desta demonstração

Um restaurante de beira de estrada, como tantos.

Vinte mil cupons por mês, dois caixas, quatro mil itens cadastrados e um sistema de gestão que ninguém nunca abriu por baixo. É onde quase sempre está o dinheiro parado.

Restaurante e Conveniência
Serra Verde Ltda
CNPJ 12.345.678/0001-90 · Rodovia MG-050, km 42 · Formiga / MG
Saiu do Simples Nacional e passou ao Regime Normal em 01/01/2026. É nessa virada que a conta começa a doer — e que ninguém revisa o cadastro.
Faturamento no mês
R$ 742.318,60
Cupons emitidos
18.910
Ticket médio
R$ 36,46
Produtos ativos
4.128
Funcionários
28
Regime
Lucro Presumido

Parte 1

Fechamento mensal

Não é o relatório que o sistema já imprime. É a leitura do mês inteiro, dia a dia, produto a produto, com as perguntas que o dono faz de verdade: qual dia rende mais, onde some a margem, quanto vence este mês e o que não fecha.

Como o cliente paga

  • CartãoR$ 373.001
    54,1% do balcão
  • DinheiroR$ 157.186
    22,8%
  • PIXR$ 142.019
    20,6%
  • Vale-refeiçãoR$ 15.856
    2,3%

O ritmo do dia

As faixas de 11h às 14h respondem por 61% do mês inteiro.

Serve para dimensionar escala, compra e horário de cozinha — não só para saber quanto entrou.

Domingo sustenta o mês

Média de R$ 29.740 por domingo contra R$ 18.320 na segunda. Quatro domingos respondem por 17% do faturamento.

Compras em 43,9% do balcão

R$ 302.548 em 146 notas de entrada. Quatro fornecedores concentram 38% do valor — espaço concreto para negociar.

O que não fecha

R$ 261.400 de contas com vencimento no mês, todas sem baixa registrada, e nenhum pagamento lançado no módulo financeiro.

Parte 2

Auditoria fiscal do cadastro

Aqui a leitura muda de natureza. Cruzamos o cadastro de produtos com a TIPI oficial, com a legislação de tributação concentrada e com as guias que a empresa realmente pagou. O funil abaixo é o caminho de 4.128 produtos até o número que interessa.

4.128
produtos ativos no cadastro
lidos direto do banco de dados, sem digitação
1.087
em regime de tributação concentrada
bebidas, cigarros, higiene
26,4% do faturamento
1.074
saindo com CST 01, tributado integral
deveriam sair com CST 04 ou 05
R$ 29.023 / ano
que voltam para o caixa
R$ 2.418,60 por mês, já descontado o que a contabilidade já excluía

Contra a TIPI oficial

Os 312 NCM do cadastro contra os 10.515 códigos da TIPI vigente. Nenhum inexistente, mas 118 não descreviam o produto — entre eles, uma cachaça classificada como 01041019, animais vivos das espécies ovina e caprina.

Contra as guias pagas

DARF, DAS e DAE entram no cruzamento. É o que separa o número bonito do número real: parte do benefício já podia estar sendo capturada, e a gente diz quanto.

Contra o que saiu no cupom

Item por item, o imposto destacado em cada documento emitido no período. É a prova de que a correção pegou — ou de que não pegou.

O resultado, medido

Antes e depois, no próprio cupom.

Não é projeção. É o PIS e a COFINS efetivamente destacados nos documentos fiscais, antes e depois da correção entrar em produção.

Antes · 01/07 a 04/08
3,651%
do faturamento em PIS e COFINS destacados, sobre tudo que passava no caixa
Depois · 05/08 a 14/08
2,644%
com os produtos de tributação concentrada saindo com o código correto
118
NCM que não descrevem o produto Cervejas cadastradas como refrigerante, água mineral como bebida açucarada, gelo como refrigerante.
R$ 214.660 em 12 meses
31
Itens com ICMS-ST sem CEST Campo obrigatório em branco. A nota sai, mas a escrituração fica exposta.
risco de rejeição
9
Alíquotas impossíveis COFINS cadastrada em 1.244%. Alguém digitou 1244 no lugar de 1,244.
erro de digitação antigo
6
CST que não existem na tabela Códigos 53 e 99 no campo de saída. A NFC-e desses itens seria rejeitada.
bloqueio na emissão

Por que agora

Reforma tributária: o que muda na sua empresa

Os seis pontos que exigem decisão antes de 2027.

Cinco impostos sobre consumo — PIS, COFINS, IPI, ICMS e ISS — estão sendo substituídos por dois: CBS, federal, e IBS, de estados e municípios. A troca de nomes é o de menos. O que muda de verdade é como o imposto é calculado, quando ele sai do seu caixa e de onde vem o número que define quanto você paga.

Sua nota fiscal já precisa sair diferente — em 2026

Este ano é o período de teste da reforma. As alíquotas são simbólicas e praticamente não há imposto a pagar, mas o documento fiscal precisa ser emitido com os campos dos novos tributos. Se o sistema não estiver atualizado, a nota é rejeitada. Descobrir isso agora custa uma tarde. Descobrir em 2027, com fila no caixa, custa o dia inteiro de faturamento.

O imposto sai na hora da venda, não no mês seguinte

Hoje você recebe o valor cheio e recolhe o imposto no vencimento da guia — e nesse intervalo usa esse dinheiro para comprar mercadoria e pagar conta. Com o novo modelo, o imposto é separado no momento em que o cliente paga no cartão ou no Pix, e vai direto para o fisco. Numa venda de R$ 1.000, entra cerca de R$ 735 na sua conta. Quem hoje depende desse giro precisa se planejar com antecedência — essa é a maior mudança de caixa da reforma, e a menos comentada.

O cadastro de produtos passa a definir quanto você paga

Alimento da cesta básica vai a alíquota zero. Vários itens têm redução de 60%. Outros pagam a alíquota cheia. O que determina em qual grupo cada produto entra é o NCM cadastrado — aquele código de oito dígitos que quase ninguém confere. Item classificado errado não gera aviso, não trava a venda e não aparece em lugar nenhum: gera imposto calculado errado, em toda nota, todos os dias, até alguém auditar.

É exatamente o trabalho das partes 1 e 2 desta página

Se você vende para outra empresa, o Simples merece uma revisão

O Simples Nacional continua existindo. Mas quem compra de um optante do Simples passa a aproveitar bem menos crédito do que aproveitaria comprando de uma empresa do regime normal. Na prática, seu cliente empresa pode começar a preferir o concorrente por causa do seu enquadramento, e não do seu preço. Quem vende para consumidor final não precisa se preocupar com isso. Quem vende para empresa precisa refazer a conta antes de 2027.

Comprar de fornecedor que não paga imposto vai te custar dinheiro

Hoje você se credita do imposto destacado na nota do fornecedor, independentemente de ele ter recolhido ou não. No modelo novo, o seu crédito fica condicionado ao pagamento efetivo por parte de quem te vendeu. Fornecedor barato que não recolhe deixa de ser barato.

Seu preço de venda precisa ser recalculado

O imposto passa a ser calculado por fora, e o crédito passa a valer sobre praticamente tudo que a empresa compra — energia, aluguel, frete, serviços contratados. As duas coisas juntas mudam a margem de cada produto. O preço que fecha a conta hoje pode não fechar em 2027, para mais ou para menos, dependendo do que você vende e de quanto compra.

Exceções

Nem todo mundo paga a alíquota cheia

A regra geral é alíquota única sobre base ampla. Mas a lei criou faixas reduzidas e regimes próprios que abrangem uma parcela grande da economia.

TratamentoA quem se aplica
Alíquota zero Cesta básica nacional de alimentos. Também dispositivos médicos e de acessibilidade, medicamentos específicos e produtos hortícolas, frutas e ovos em determinadas condições.
Redução de 60% Educação, saúde, medicamentos, transporte coletivo de passageiros, produtos agropecuários e insumos agrícolas, alimentos destinados ao consumo humano, produções artísticas e culturais, entre outros.
Redução de 30% Serviços de profissões regulamentadas — advocacia, medicina, odontologia, engenharia, contabilidade, arquitetura e assemelhados.
Regimes específicos Combustíveis e lubrificantes (monofásico), serviços financeiros, planos de saúde, operações com bens imóveis, bares e restaurantes, hotelaria, parques, transporte coletivo, agências de turismo, sociedades anônimas de futebol e apostas.
Cashback Devolução de parte do tributo a famílias de baixa renda, obrigatória em energia elétrica, água, esgoto, gás e botijão.

Bares e restaurantes têm regime próprio. É mais uma razão para o cadastro estar certo: o enquadramento de cada item define em qual faixa ele cai.

Por segmento

A reforma não chega igual para todo mundo

O que muda depende do que você vende, de quem compra de você e de quanto você compra. Escolha o seu segmento e veja o que pesa no seu caso.

mercearia · supermercado · sacolão · açougue

Seu mix passa a ter três regras diferentes

Itens da cesta básica nacional vão a alíquota zero. Boa parte dos demais alimentos entra na redução de 60%. O restante da loja — limpeza, bazar, bebida — paga a alíquota cheia. Hoje quase tudo segue a mesma lógica de ICMS; a partir da transição, cada gôndola tem um tratamento.

Acaba o imposto pago antecipado

Grande parte da mercadoria hoje chega com ICMS-ST já recolhido na nota do fornecedor. A substituição tributária deixa de existir para os novos tributos. O custo de compra cai, mas você passa a recolher sobre a própria venda — e a margem de cada item precisa ser refeita.

Energia e refrigeração viram crédito

Câmara fria, balcão refrigerado e a conta de luz pesam muito nesse setor e hoje não geram crédito nenhum. Com o crédito amplo, passam a gerar. É um alívio real que compensa parte do resto.

O ponto crítico

O NCM de cada item é o que separa o que é cesta básica do que não é. Num cadastro de 10 mil produtos, errar essa classificação significa pagar imposto sobre mercadoria que deveria ser isenta — todos os dias, em toda nota, sem nenhum aviso.

Conteúdo baseado na Emenda Constitucional 132/2023 e na Lei Complementar 214/2025. A regulamentação continua sendo editada — confirme com seu contador antes de tomar decisão.

Quando cada coisa acontece

A conta não muda de uma vez.

2026

Ano de teste. A nota precisa sair com os campos novos. Imposto na prática, zero.

estamos aqui
2027

CBS entra pra valer. PIS e COFINS acabam. IPI vai a zero. Primeira mudança real de carga.

2029–2032

ICMS e ISS vão saindo aos poucos e o IBS vai entrando. Os dois sistemas convivem.

2033

Só IBS e CBS. Modelo novo completo.

O que fazer ainda em 2026

  • Confirmar se o seu sistema já emite com os campos novos e testar em produção.
  • Revisar o cadastro de produtos — NCM, CEST, CFOP e classificação de cada item.
  • Simular o caixa sem o dinheiro do imposto entre a venda e o recolhimento.
  • Com o contador, decidir o enquadramento tributário a partir de 2027.
  • Recalcular preço e margem no modelo novo antes que ele chegue.

Como funciona

Quatro etapas, todo mês.

Nosso time conduz o ciclo inteiro, do levantamento à conferência. Você não precisa exportar nada, parar a operação nem trocar de sistema. No fim do mês, os documentos chegam prontos — para você, para o contador e para quem cuida do sistema.

Levantamento

Nosso time cuida da coleta dos dados do seu sistema e lê o cadastro inteiro, o movimento do período e as guias pagas. Nada é digitado à mão, então nada se perde — e nada é pedido a você.

conduzido pela N2W · nenhuma parada na operação

Quantificação

Cada achado vira um número em reais, com a base legal ao lado e a separação entre o que é seguro e o que depende de decisão. Sem promessa que não se sustenta.

conduzido pela N2W · relatório pronto para o contador

Execução

Entregamos uma ordem de serviço para quem cuida do sistema: item por item, campo por campo, com o que pode ser feito já e o que espera o aval do contador. Se você preferir, falamos direto com o seu suporte técnico.

conduzido pela N2W · junto com o seu suporte

Conferência

No ciclo seguinte comparamos as duas bases produto a produto. Você vê o que entrou, o que ficou para trás e o que apareceu de novo. É aqui que a maioria dos projetos para — e é por isso que o problema sempre volta.

todo mês · o erro novo aparece antes de virar hábito

O que fica com você

Documentos que cada um usa do seu jeito.

Todo mês, para o dono

Fechamento do mês

Faturamento, formas de pagamento, ritmo do dia, produtos, compras e contas a pagar. Em planilha e em página para apresentar na tela.

Todo mês, para o contador

Relatório fiscal com base legal

Os achados quantificados mês a mês, o cruzamento com as guias pagas e uma lista fechada de decisões que só ele pode tomar.

Para o T.I.

Ordem de serviço do cadastro

Código, campo, valor atual e valor a gravar, linha a linha. Separado entre o que está liberado e o que depende de autorização.

Para todos

Conferência do que foi feito

A comparação entre as duas bases, com o efeito medido no cupom e a lista do que ainda falta. Sem isso, ninguém sabe se funcionou.

Primeiro passo

Você cuida do salão. O processo mensal é com a gente.

Comece por uma conversa de meia hora. Fazemos o primeiro levantamento sem custo e sem compromisso: apontamos quantos itens estão com tributação incorreta e quanto isso representa por mês. Se não houver nada, a gente diz que não há.

wenderson@n2wtecnologia.com.br · n2wtecnologia.com.br